Aldair quebra o silêncio e diz que Maricá vive uma “ditadura”; Danilo atribui ordem de mudança de apoio a Quaquá

Após RJ106 antecipar relatos de afastamento, cobertura revela nomes de vereadores e lideranças que passaram a apoiar Zeidan na reta final da campanha

Por Redação RJ106 Notícias — 3 de outubro de 2026

A crise política em Maricá ganhou uma manifestação contundente neste sábado (3). O presidente da Câmara Municipal, Aldair de Linda (PT), quebrou o silêncio sobre a retirada de apoios à candidatura de seu filho, Allyson Elias, a deputado estadual, e criticou o ambiente político da cidade.

“Hoje em Maricá a gente não vive uma democracia, a gente vive uma ditadura.”

A declaração foi reproduzida pelo Maricá Info e acrescenta um novo elemento à cobertura do RJ106 Notícias, que já havia publicado, por meio de informações recebidas de suas fontes, relatos sobre um possível afastamento envolvendo Aldair, Allyson e o grupo do prefeito Washington Quaquá.

Posteriormente, outros veículos também aprofundaram o assunto, trazendo nomes envolvidos na reorganização eleitoral e declarações sobre a perda de apoios.

Quem passou a apoiar Zeidan

Segundo reportagem do Maricá Info publicada neste sábado, os nomes apontados na movimentação para reforçar a candidatura de Zeidan são:

  • Marcos Bambam;
  • Bubute;
  • Kelly Bernardos;
  • Chris Corrêa;
  • Robson Dutra, identificado como suplente;
  • Rafael Caçula;
  • Ricardo do Treiler;
  • Danilo Santos, identificado como vereador licenciado;
  • Jorge Castor, também identificado como vereador licenciado.

O veículo relata expressamente que Bambam apoiava Allyson e passou a pedir votos para Zeidan. Os demais são apresentados como integrantes da movimentação em favor da deputada, sem detalhamento individual de todos os apoios anteriores. Por isso, a relação não permite afirmar que cada um tenha abandonado a mesma candidatura.

Danilo Santos aponta origem da ordem

A redação do RJ106 informa possuir um vídeo no qual Danilo Santos atribui ao prefeito Washington Quaquá a ordem de mudança de apoio eleitoral.

Segundo a informação apresentada pela redação sobre a gravação, o vereador identifica o prefeito como responsável pela orientação. O relato acrescenta uma atribuição direta sobre a origem da determinação.

É necessário distinguir essa declaração de uma eventual comprovação de ameaça: uma orientação de alinhamento político e o uso de intimidação para obrigar seu cumprimento são questões diferentes. As condições em que a ordem teria sido transmitida precisam ser esclarecidas.

Quebra do silêncio expõe insatisfação de Aldair

Na manifestação divulgada neste sábado, Aldair demonstrou insatisfação com a saída de aliados e indicou acreditar que os afastamentos não refletiam a vontade deles. Também lembrou que o voto é secreto e pediu a continuidade da mobilização.

Sua crítica tem peso por partir do presidente da Câmara, integrante do mesmo partido das candidaturas envolvidas. A expressão “ditadura” representa sua avaliação política sobre o episódio, e não uma conclusão da reportagem.

A manifestação torna pública uma divergência dentro da base governista em um momento decisivo da campanha.

Cobertura do RJ106 antecipou relatos do afastamento

Antes dessas novas declarações, o RJ106 já havia apresentado informações de suas fontes sobre o possível afastamento envolvendo Aldair, Allyson e o grupo de Quaquá, registrando que as circunstâncias ainda precisavam ser esclarecidas.

A reportagem também mostrou materiais associados a Bambam que anunciavam apoios diferentes para deputado estadual. Os registros documentavam a alteração divulgada, mas não esclareciam seus motivos.

As informações posteriores acrescentam nomes e manifestações à apuração. Elas não confirmam automaticamente todas as versões de bastidores, mas ampliam os elementos disponíveis para compreender a reorganização política.

Crise se soma aos conflitos entre antigos aliados

O episódio ocorre em um cenário já marcado pelas divergências entre Quaquá e o ex-prefeito Fabiano Horta, além de relatos encaminhados ao RJ106 sobre cobranças de alinhamento eleitoral e receio de desligamentos.

Essas alegações precisam ser examinadas individualmente. Atos de exoneração publicados oficialmente comprovam desligamentos, mas não demonstram, isoladamente, que tenham ocorrido por retaliação política.

A questão central é esclarecer se as mudanças de apoio decorreram de negociação entre lideranças ou se houve constrangimento acompanhado de consequências para quem discordasse.

Nas fontes consultadas para esta matéria, não foi localizada uma resposta específica de Quaquá ou Zeidan à manifestação de Aldair. A versão do prefeito sobre a declaração atribuída a Danilo também precisa ser incorporada à cobertura.

Nota da Redação — Maricá merece uma política justa, popular e comprometida com seus moradores. É lamentável que disputas entre aliados ocupem o espaço das propostas e provoquem preocupação entre trabalhadores. Divergências devem ser conduzidas com respeito, e nenhuma família deveria temer por sua renda em razão de uma preferência política.

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