Justiça aceita denúncias do MPRJ contra 8 PMs por invasão, furto e bloqueio de câmeras no Rio

Acusações envolvem invasão de domicílio, furto e descumprimento de ordens durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão.

A Auditoria da Justiça Militar recebeu, na quinta-feira (8 de outubro), três denúncias contra oito policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro de 2025. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) na sexta-feira (9).

Segundo o órgão, as acusações incluem invasão de domicílio, furto e recusa de obediência. As denúncias foram apresentadas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ).

Câmeras retiradas das fardas

De acordo com as denúncias, policiais retiraram as câmeras corporais dos uniformes, contrariando ordens superiores e impedindo o registro regular da atuação durante a operação.

Em dois dos casos relatados pelo Ministério Público, os equipamentos foram guardados dentro de uma viatura e de uma bolsa de hidratação. Outro policial é acusado de obstruir a câmera que utilizava.

Acusações de invasão e furto

O MPRJ também acusa quatro policiais de entrar em uma residência vazia após arrombar o portão. Um quinto agente foi denunciado por invasão de domicílio e pelo suposto furto de um picolé da geladeira de uma residência.

As condutas descritas são acusações apresentadas pelo Ministério Público e ainda serão examinadas pela Justiça.

Investigação analisa milhares de horas de gravações

A investigação independente conduzida pelo GAESP/MPRJ inclui a análise de mais de 3.600 horas de imagens das câmeras corporais. No balanço divulgado em 9 de outubro, o órgão informou ter apresentado seis denúncias contra 17 policiais relacionadas à operação.

O recebimento das denúncias permite o prosseguimento dos processos, mas não equivale a uma condenação. Os envolvidos têm direito de apresentar defesa.

A nota consultada do Ministério Público não apresenta a versão dos policiais denunciados.

Com informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

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