Maricá amplia presença em Brasília e na Alerj; resultado eleitoral desafia a esquerda

Candidatos ligados ao município conquistam vagas de deputados federais e estaduais; Renato Machado depende de decisão judicial, enquanto disputa presidencial segue para segundo turno.

Por Redação RJ106 Notícias |

O primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), confirmou a eleição de candidatos com trajetória política ligada a Maricá para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Entre os nomes eleitos estão Fabiano Horta, Diego Quaquá e Filippe Poubel para deputado federal, além de Allyson Elias, Zeidan e Poubel Filho para deputado estadual. Outros candidatos vinculados ao município ficaram na suplência.

Renato Machado recebeu 48.300 votos, mas a confirmação de um novo mandato depende da situação jurídica de sua candidatura.

Deputados federais: confira a votação dos candidatos ligados a Maricá

Ex-prefeito de Maricá, Fabiano Horta conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 82.902 votos. Diego Quaquá, que foi vice-prefeito do município, recebeu 68.798 votos e garantiu seu primeiro mandato federal.

Filippe Poubel, cuja trajetória política passou pela Câmara Municipal de Maricá e pela Alerj, também foi eleito para Brasília, com 81.960 votos.

Resultados estaduais dos candidatos a deputado federal ligados a Maricá
Candidato Partido Votos no estado Percentual Resultado
Fabiano Horta PT 82.902 0,94% Eleito
Filippe Poubel PL 81.960 0,93% Eleito
Diego Quaquá PT 68.798 0,78% Eleito
Ricardo Netuno PL 26.681 0,30% Suplente
Dra. Lucia Costa PT 943 0,01% Suplente
Adriana Bustamante Novo 480 0,01% Suplente

Ricardo Netuno, Dra. Lucia Costa e Adriana Bustamante não conquistaram uma cadeira na composição inicial da Câmara e ficaram na suplência.

Os votos e percentuais apresentados correspondem aos resultados estaduais divulgados nos painéis consultados para cada cargo. Não representam a votação exclusiva em Maricá.

Allyson Elias, Zeidan e Poubel Filho conquistam vagas na Alerj

Na disputa estadual, Allyson Elias foi eleito com 51.145 votos. Em Maricá, sua principal base eleitoral, recebeu 16.256 votos.

Zeidan garantiu a reeleição com 43.115 votos em todo o estado, dos quais 15.183 foram registrados no município. Poubel Filho também conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa, com 42.871 votos.

Resultados estaduais dos candidatos a deputado estadual ligados a Maricá
Candidato Partido Votos no estado Percentual Resultado
Allyson Elias PT 51.145 0,58% Eleito
Zeidan PT 43.115 0,49% Reeleita
Poubel Filho PL 42.871 0,49% Eleito
Luiz Junior PL 3.425 0,04% Suplente
Luana Gouvêa Novo 922 0,01% Suplente
Pricarisma PL 623 0,01% Suplente

Luiz Junior, Luana Gouvêa e Pricarisma ficaram na suplência, sem assegurar uma cadeira nesta eleição.

Renato Machado aguarda definição da Justiça Eleitoral

Renato Machado recebeu 48.300 votos em todo o Rio de Janeiro, incluindo 13.536 votos em Maricá.

Apesar da votação, sua situação deve ser apresentada separadamente da relação de eleitos confirmados. Na atualização consultada, os votos estavam classificados como anulados sub judice, diante do indeferimento do registro de candidatura e da existência de recurso.

Caso o indeferimento seja revertido, os votos poderão ser validados e considerados na distribuição das cadeiras. A eventual confirmação de um novo mandato dependerá da Justiça Eleitoral.

Lula e Flávio Bolsonaro disputarão o segundo turno

A eleição presidencial seguirá para o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com nova votação marcada para 25 de outubro.

No Rio de Janeiro, os resultados consultados apontam Douglas Ruas (PL) com 49,27% e Eduardo Paes (PSD) com 42,76%.

Entretanto, a situação jurídica dos votos de Garotinho pode alterar o cálculo dos votos válidos e influenciar a confirmação do segundo turno estadual. A definição precisa ser acompanhada antes de apresentar a nova votação para governador como definitivamente assegurada.

Análise editorial: a esquerda precisa transformar votos em respostas para a população

A eleição de representantes do PT ligados a Maricá abre espaço para a defesa de políticas públicas em Brasília e na Alerj. Mas conquistar mandatos também significa assumir responsabilidades: apresentar resultados, prestar contas e manter diálogo com quem depende dos serviços públicos.

Sob uma perspectiva de esquerda, o segundo turno presidencial exige reflexão. A campanha precisa apresentar respostas claras para quem enfrenta o peso do aluguel, o preço dos alimentos, o trabalho precário e o medo da violência.

A rejeição ao adversário pode mobilizar eleitores, mas não substitui um programa capaz de melhorar a vida das famílias. Salário, emprego, moradia, saúde e educação precisam ocupar o centro do debate.

A direita também deve ser cobrada por propostas verificáveis. Discurso de confronto e promessas de autoridade não bastam para resolver a insegurança ou garantir atendimento nos hospitais, qualidade nas escolas e oportunidades de trabalho.

No Rio de Janeiro, uma eventual composição em torno de Eduardo Paes precisa envolver compromissos públicos. Sua presença na disputa não representa, automaticamente, um programa de esquerda. A defesa dos trabalhadores, dos serviços essenciais e das populações mais vulneráveis deve orientar qualquer negociação política.

A autocrítica também precisa alcançar Maricá. Um projeto popular deve respeitar divergências, aceitar fiscalização e colocar as necessidades dos moradores acima das disputas pessoais e familiares.

Os eleitos têm agora a obrigação de transformar representação em trabalho. A população não deve servir às disputas dos grupos políticos; os mandatos é que devem servir à população.


Nota de apuração: dados consultados na madrugada de 5 de outubro de 2026. O levantamento reúne os candidatos ligados a Maricá identificados nas fontes disponíveis e não constitui uma relação exaustiva de todas as candidaturas locais. Decisões judiciais podem modificar os resultados.

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