RADARES DE VOLTA AO CORAÇÃO DOS ARRASTÕES NA RJ-106
🚨 RADARES VOLTAM A PONTOS POLÊMICOS DA RJ-106 E MOTORISTAS QUESTIONAM: SEGURANÇA OU INDÚSTRIA DA MULTA?
Por Redação RJ106
Os motoristas que trafegam pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106) e pela RJ-104 voltaram a se deparar com uma velha conhecida das estradas fluminenses: a proliferação de radares eletrônicos. O que chama atenção, porém, não é apenas a quantidade de equipamentos instalados, mas os locais escolhidos para receber a fiscalização.
Em diversos pontos das rodovias, os novos radares reaparecem justamente em trechos historicamente marcados por relatos de assaltos, arrastões e ataques a motoristas. Muitos desses equipamentos haviam sido retirados anos atrás após intensos questionamentos de usuários das vias, mas agora retornam exatamente aos mesmos locais.
A notícia tem provocado indignação entre condutores que utilizam diariamente as rodovias para trabalhar, estudar ou se deslocar entre a Região Metropolitana, Maricá, Região dos Lagos e o Norte Fluminense.
“Quando o motorista reduz a velocidade para respeitar o radar, ele fica mais vulnerável. Em alguns desses locais já houve inúmeros relatos de assaltos. A preocupação é inevitável”, comentou um morador que utiliza a RJ-106 diariamente.
A sensação de insegurança aumenta principalmente durante a noite, quando muitos condutores afirmam evitar reduzir drasticamente a velocidade em determinados trechos por receio de ações criminosas. Nas redes sociais, grupos de moradores e motoristas já acumulam centenas de comentários questionando a decisão de reinstalar equipamentos justamente em áreas consideradas críticas pela população.
Enquanto o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) sustenta que os pontos são definidos por critérios técnicos relacionados à segurança viária e redução de acidentes, usuários das rodovias questionam se a mesma atenção dada ao controle de velocidade também está sendo aplicada ao combate à criminalidade.
Para muitos motoristas, a pergunta continua sem resposta: por que os radares voltam exatamente para locais que, segundo relatos frequentes da população, registram histórico de assaltos e arrastões?
A discussão ganha ainda mais força com a proximidade dos feriados e do aumento do fluxo de veículos rumo às cidades turísticas da Costa do Sol. Afinal, quem pega a estrada quer viajar com segurança — tanto contra acidentes quanto contra a violência.
Nas redes sociais, o sentimento predominante é de desconfiança. Enquanto alguns defendem os radares como ferramenta importante para salvar vidas, outros acreditam que o Estado deveria priorizar a presença policial e o patrulhamento ostensivo antes de ampliar a fiscalização eletrônica.
Uma coisa é certa: os novos equipamentos já estão chamando mais atenção do que o próprio trânsito. E, mais uma vez, a polêmica está instalada nas estradas do Rio de Janeiro.
